A prática regular de exercícios é uma das principais aliadas da circulação sanguínea, porém exageros, movimentos repetitivos e falta de orientação podem causar efeitos contrários. Especialistas alertam que atividades realizadas de forma inadequada aumentam o risco de problemas vasculares, como varizes, insuficiência venosa e trombose.
Ao contrário do que muitos imaginam, nem toda atividade física beneficia a circulação. De acordo com a cirurgiã vascular Haila Almeida, fundadora do Instituto Alphaveins, o equilíbrio entre intensidade, técnica e acompanhamento profissional é fundamental para preservar a saúde das veias.
Dados do Ministério da Saúde apontam que 47,5% dos brasileiros adultos não praticam atividade física suficiente. Já a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) relaciona o sedentarismo ao aumento dos casos de insuficiência venosa crônica e ao surgimento precoce de varizes.
A especialista destaca que a panturrilha funciona como o chamado "coração periférico", impulsionando o sangue de volta ao coração a cada contração muscular. Por isso, fortalecer essa musculatura é importante para manter uma boa circulação.
Entre os exercícios mais recomendados estão caminhada, natação, hidroginástica, ciclismo leve e musculação com acompanhamento profissional. Essas atividades favorecem o retorno venoso e ajudam a reduzir a sensação de peso e cansaço nas pernas.
Por outro lado, treinos de alto impacto, saltos frequentes e musculação com cargas excessivas podem elevar a pressão sobre as veias e favorecer alterações circulatórias. A falta de hidratação também merece atenção, já que pode tornar o sangue mais viscoso e aumentar o risco de trombose, especialmente em pessoas predispostas.
Dor na panturrilha durante a atividade, inchaço persistente em apenas uma perna, sensação de queimação e aparecimento repentino de veias dilatadas são sinais que exigem avaliação médica. Segundo a especialista, o melhor exercício é aquele praticado com regularidade, segurança e orientação adequada, contribuindo para a saúde vascular sem sobrecarregar o organismo.
Fonte: Instituto Alphaveins, Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV)
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