Hábitos saudáveis podem reduzir o risco de demência e Alzheimer

Alimentação, sono, exercícios e controle da pressão ajudam a proteger o cérebro ao longo da vida.

Foto: Shutterstock.

Manter hábitos saudáveis desde cedo pode ser uma das formas mais eficazes de preservar a memória e reduzir o risco de demência, segundo especialistas em saúde cerebral.

Cuidar do coração também é uma maneira de cuidar do cérebro. De acordo com o neurologista cognitivo Bryan Woodruff, da Mayo Clinic, a saúde cardiovascular está diretamente ligada ao funcionamento cerebral, já que o cérebro depende de vasos sanguíneos saudáveis para receber oxigênio e nutrientes.

O especialista explica que fatores como pressão alta, diabetes, colesterol elevado, excesso de peso e tabagismo podem aumentar o risco de declínio cognitivo e de doenças como o Alzheimer. Além disso, microinfartos cerebrais silenciosos podem comprometer a memória e a capacidade de raciocínio ao longo do tempo.

O que ajuda a proteger o cérebro

Segundo Woodruff, algumas mudanças simples no estilo de vida podem contribuir para a saúde cerebral:

- Controlar pressão arterial, glicose e colesterol;

- Praticar atividade física regularmente;

- Manter uma alimentação rica em frutas, verduras e alimentos integrais;

- Dormir bem e tratar distúrbios do sono;

- Evitar o tabagismo e o excesso de álcool;

- Manter a mente ativa com leitura, cursos, idiomas e hobbies;

- Preservar a vida social e tratar perdas auditivas e visuais.

A prática regular de exercícios físicos é uma das recomendações mais importantes. Estudos citados pelo neurologista mostram que o declínio cognitivo pode ser até duas vezes mais frequente entre pessoas sedentárias.

Além do corpo, estimular a mente também é essencial. Aprender novas habilidades, tocar um instrumento ou participar de atividades intelectuais ajuda a formar a chamada “reserva cognitiva”, que pode oferecer maior proteção contra doenças neurodegenerativas.

O especialista reforça que nunca é tarde para adotar hábitos saudáveis. “Cuidar da saúde de forma integral é uma das melhores estratégias para proteger o cérebro e preservar a qualidade de vida”, conclui Woodruff.

Fonte: Mayo Clinic

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