CCJ aprova prazo de cinco dias para cartórios comunicarem registros sem nome do pai

Proposta também torna obrigatórios o segredo de Justiça, a oitiva da mãe e a atuação do Ministério Público na investigação de paternidade.

Foto: Reprodução.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que estabelece prazo de cinco dias para que cartórios comuniquem à Justiça registros de nascimento sem o nome do pai.

A medida altera a Lei de Investigação da Paternidade, que atualmente não prevê prazo para o início desses procedimentos. O texto aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania acolheu a versão da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família para o Projeto de Lei 3436/15.

De acordo com a proposta, a comunicação ao juiz deverá ser acompanhada, sempre que possível, de informações fornecidas pela mãe, como nome, sobrenome, profissão, documento de identidade e residência do suposto pai.

O texto também determina que o juiz ouça a mãe sobre a possível paternidade e notifique o suposto pai para se manifestar, mantendo o processo em segredo de Justiça.

Caso o suposto pai não responda em até 30 dias ou negue a paternidade, o caso será encaminhado ao Ministério Público para investigação da filiação.

A proposta torna obrigatórios:

- a oitiva da mãe;

- o segredo de Justiça;

- a atuação do Ministério Público na investigação da paternidade.

Atualmente, essas medidas são facultativas ou não possuem prazo definido pela legislação.

Reconhecimento de paternidade

O projeto também estabelece que, no caso de filhos maiores de idade, o reconhecimento da paternidade só poderá ocorrer com a concordância da pessoa reconhecida.

Para filhos menores, será possível contestar o reconhecimento após os 18 anos ou quando houver emancipação, com prazo de até quatro anos para apresentar o questionamento.

Como o projeto teve origem no Senado Federal, ele precisará ser analisado novamente pelos senadores antes de seguir para sanção presidencial, já que a Câmara aprovou alterações no texto original.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Entre no nosso canal de WhatsApp e receba notícias em tempo real, Clique aqui

Inscreva-se em nosso canal no Youtube, Clique aqui

Comentários



    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.



Comentar