O Google começou a implementar uma nova política para bloquear anúncios de produtos e serviços financeiros publicados por contas sem selo oficial de verificação. A medida, firmada em acordo com o Ministério da Justiça, cria filtros automáticos para barrar perfis falsos e propagandas enganosas antes que sejam exibidas aos usuários.
A iniciativa busca conter o avanço dos golpes digitais, especialmente os relacionados ao Pix e às falsas promessas de lucro rápido. Dados da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP) apontam que o Brasil registrou 28 milhões de incidentes envolvendo fraudes com Pix entre janeiro e setembro de 2025. Usuários com mais de 50 anos concentraram 53% das ocorrências.
Levantamento do Observatório Lupa revelou que 71% dos golpes de grande alcance, entre maio de 2024 e abril de 2026, prometiam ganhos fáceis e fictícios. Em 74% dos casos, os criminosos utilizaram a imagem de figuras públicas ou clonaram plataformas conhecidas para enganar as vítimas.
Em 2024, o Google bloqueou mais de 201 milhões de anúncios com links suspeitos. Já em 2025, a empresa removeu 374,8 milhões de peças publicitárias fraudulentas no Brasil e desativou 1,3 milhão de contas de anunciantes que violaram suas regras.
Pelo acordo, o Google será responsável por automatizar a rejeição de anúncios sem certificação, enquanto o Ministério da Justiça, por meio da Senacon e da SEDIGI, acompanhará os indicadores de segurança e o cumprimento das metas estabelecidas.
A medida também acompanha mudanças no Marco Civil da Internet, que passaram a responsabilizar as plataformas pela remoção imediata de conteúdos fraudulentos após denúncia dos usuários, sem necessidade de ordem judicial prévia.
Fonte: Google, Ministério da Justiça, ADDP e Observatório Lupa
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