Alho não substitui antibióticos e uso como tratamento pode trazer riscos à saúde

Especialistas alertam que o alimento possui propriedades benéficas, mas não há comprovação científica de eficácia no combate a infecções bacterianas.

Foto: Reprodução.

A crença de que o alho funciona como um "antibiótico natural" continua circulando nas redes sociais, mas não possui respaldo científico e pode colocar a saúde em risco ao levar pacientes a abandonarem tratamentos médicos adequados.

Embora o alho contenha compostos, como a alicina, com propriedades antimicrobianas, antifúngicas, antioxidantes e anti-inflamatórias, pesquisadores ressaltam que esses efeitos não significam que o alimento seja capaz de tratar infecções ou substituir medicamentos antibióticos, como a amoxicilina.

Os antibióticos comercializados no Brasil passam por rigorosos estudos de eficácia, segurança e qualidade antes de serem aprovados para uso clínico. O registro desses medicamentos é concedido somente após avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que exige evidências científicas sobre seus benefícios e riscos.

Especialistas orientam que o alho pode fazer parte de uma alimentação saudável, mas nunca deve ser utilizado como alternativa aos antibióticos prescritos por profissionais de saúde. Em casos de infecção, o tratamento adequado deve ser definido por um médico para evitar complicações e o agravamento da doença.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) / gov. br

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