A retinopatia diabética, uma das principais complicações do diabetes e importante causa de cegueira em adultos, pode evoluir de forma silenciosa e só apresentar sintomas quando os danos à retina já estão em estágio avançado. Por isso, o diagnóstico precoce é considerado essencial para preservar a visão e evitar complicações permanentes.
De acordo com o oftalmologista Vasco Bravo Filho, do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE), o excesso de glicose no sangue provoca lesões nos pequenos vasos sanguíneos da retina, estrutura responsável por captar a luz e transmitir as imagens ao cérebro. Nos estágios iniciais, a doença normalmente não causa dor nem alterações perceptíveis na visão.
Quando os sintomas surgem, podem incluir visão embaçada, manchas escuras, flashes de luz, dificuldade para enxergar à noite e, em casos mais graves, perda súbita da visão. Com a progressão da doença, a redução da circulação sanguínea leva à formação de vasos frágeis, aumentando o risco de hemorragias dentro do olho.
Embora os danos já instalados na retina não possam ser revertidos, o controle adequado da glicemia, da pressão arterial e do colesterol ajuda a retardar a evolução da doença. Além disso, exames como o fundo de olho e o mapeamento da retina permitem identificar alterações precoces e iniciar o tratamento antes do comprometimento da visão.
Entre as opções terapêuticas estão a aplicação de laser, injeções intraoculares e, nos casos mais graves, a cirurgia de vitrectomia. O especialista reforça que pessoas com diabetes devem manter acompanhamento oftalmológico periódico, mesmo sem apresentar sintomas, para reduzir o risco de perda visual.
Fonte: Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE)
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