Queda na vacinação reacende alerta para doenças antes controladas no Brasil

Especialistas destacam risco de surtos e reforçam a importância da imunização de crianças, jovens e adultos.

Foto: Shutterstock.

O avanço de doenças que estavam sob controle voltou a preocupar autoridades de saúde e especialistas diante da redução da cobertura vacinal no país. Dados recentes mostram que apenas duas vacinas infantis atingiram a meta de imunização recomendada, aumentando o risco de reintrodução e disseminação de enfermidades preveníveis.

O alerta ganha ainda mais relevância com o aumento de casos de sarampo em países das Américas. O Ministério da Saúde, inclusive, lançou uma campanha voltada a viajantes para reforçar a atualização da caderneta de vacinação antes de deslocamentos internacionais.

Segundo informações do Painel de Cobertura Vacinal, a maioria dos imunizantes do calendário infantil permanece abaixo do índice considerado seguro para impedir surtos. Vacinas como tríplice viral, poliomielite, pneumocócica e meningocócica registraram cobertura insuficiente nos últimos levantamentos.

Além do sarampo, a coqueluche também voltou a chamar atenção das autoridades sanitárias após o aumento de notificações e mortes relacionadas à doença. Especialistas atribuem o cenário à queda da vacinação nos últimos anos, associada à desinformação e ao atraso na atualização das carteiras vacinais.

Outro desafio identificado é a baixa adesão de adolescentes e adultos às campanhas de imunização. Muitas pessoas desconhecem a necessidade de reforços ao longo da vida para doenças como hepatite B, tétano, gripe, covid-19 e febre amarela.

Pesquisas apontam que dúvidas sobre segurança e eficácia das vacinas, além do receio de efeitos adversos, estão entre os principais fatores que contribuem para a hesitação vacinal. Para ampliar a cobertura, órgãos de saúde têm investido em ações em escolas e estratégias que facilitem o acesso da população aos imunizantes.

Especialistas reforçam que a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenir doenças graves, reduzir hospitalizações e evitar o retorno de enfermidades que já haviam sido controladas no Brasil.

Fontes: Ministério da Saúde / Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) / Programa Nacional de Imunizações (PNI) e Dasa

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