Náuseas, vômitos e rejeição a determinados alimentos e odores durante a gravidez podem desempenhar uma função natural de proteção ao feto. A conclusão é apontada por um estudo realizado por pesquisadores dos Estados Unidos e da Austrália, publicado na revista científica Evolution, Medicine, and Public Health.
A pesquisa acompanhou 58 gestantes saudáveis entre a quinta e a 17ª semana de gestação. Além de responderem questionários sobre sintomas comuns da gravidez, as participantes tiveram amostras de sangue analisadas para avaliar a presença de citocinas pró-inflamatórias, substâncias ligadas ao funcionamento do sistema imunológico.
Os resultados indicaram que mulheres com níveis mais elevados dessas moléculas apresentavam maior frequência de náuseas e vômitos. Segundo os pesquisadores, isso reforça a hipótese de que as aversões alimentares e olfativas podem representar uma adaptação biológica para reduzir a exposição do bebê a substâncias potencialmente prejudiciais.
Especialistas, no entanto, alertam que os resultados devem ser interpretados com cautela. O estudo envolveu um número reduzido de participantes e uma população específica, fatores que impedem conclusões definitivas sobre a relação entre os sintomas e a proteção fetal.
Apesar das incertezas científicas, médicos recomendam atenção aos enjoos intensos, que podem causar desidratação e perda nutricional. Medidas como fracionar as refeições, manter a hidratação adequada, evitar longos períodos em jejum e reduzir o consumo de alimentos gordurosos ajudam a amenizar os sintomas. Em casos mais severos, o acompanhamento médico é fundamental para definir o tratamento mais adequado.
Fontes: Evolution, Medicine and Public Health / Especialistas consultados
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