Considerado um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, o colesterol alto afeta milhões de brasileiros e, na maioria dos casos, não apresenta sintomas. O excesso do colesterol LDL, conhecido como "colesterol ruim", pode favorecer o entupimento das artérias e aumentar as chances de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Embora frequentemente associado a problemas de saúde, o colesterol desempenha funções essenciais no organismo, participando da formação das células, da produção de hormônios, vitaminas e da digestão dos alimentos.
O risco surge quando os níveis do LDL ultrapassam os valores recomendados. Nessa situação, a substância pode se acumular nas paredes das artérias, formando placas de gordura que dificultam a circulação sanguínea. Segundo dados da área da saúde, as doenças cardiovasculares relacionadas ao colesterol elevado estão entre as principais causas de morte no mundo, provocando cerca de 100 mil óbitos por ano no Brasil.
Estima-se que aproximadamente 40% dos adultos apresentem alterações nos níveis de colesterol, reforçando a necessidade de monitoramento regular. Em contrapartida, o HDL, conhecido como "colesterol bom", auxilia na remoção do excesso de gordura da corrente sanguínea, contribuindo para a proteção cardiovascular.
De acordo com especialistas, o colesterol alto é considerado uma condição silenciosa, já que dificilmente provoca sintomas antes do surgimento de complicações. Por isso, exames periódicos e acompanhamento médico são fundamentais para o diagnóstico precoce.
As novas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia estabeleceram metas mais rigorosas para o controle do LDL. Para pessoas de baixo risco cardiovascular, o nível recomendado passou a ser inferior a 115 mg/dL. Em pacientes com histórico de infarto, AVC ou outras doenças cardiovasculares, os índices devem ser ainda menores.
Entre os fatores que favorecem o aumento do colesterol ruim estão o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e gorduras saturadas, sedentarismo, obesidade, diabetes, hipertensão, tabagismo e predisposição genética.
A adoção de hábitos saudáveis continua sendo a principal estratégia para controlar os níveis de colesterol. Especialistas recomendam alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, controle do peso corporal, abandono do cigarro e acompanhamento médico contínuo.
A recomendação é realizar pelo menos 150 minutos de exercícios físicos por semana, medida que ajuda a reduzir o LDL e elevar os níveis do HDL, fortalecendo a saúde cardiovascular.
A prevenção continua sendo a melhor forma de evitar complicações causadas pelo colesterol elevado. Com hábitos saudáveis e acompanhamento médico adequado, é possível controlar os índices, reduzir o risco de doenças cardiovasculares e melhorar a qualidade de vida.
Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e especialistas em cardiologia
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