Casos de Parkinson podem mais que dobrar até 2050, alertam especialistas

Diagnóstico precoce e prática regular de exercícios físicos são aliados para retardar a progressão da doença.

Foto: Shutterstock.

O número de pessoas diagnosticadas com Parkinson no mundo pode ultrapassar 25 milhões até 2050, mais que o dobro dos cerca de 10 milhões de casos atuais, segundo projeções publicadas pela revista científica The BMJ. O avanço da doença acompanha o envelhecimento da população e reforça a importância da conscientização sobre os sinais iniciais e o diagnóstico precoce.

Embora os tremores sejam a manifestação mais conhecida, especialistas destacam que a doença pode apresentar sintomas silenciosos anos antes dos primeiros sinais motores. Alterações no olfato, prisão de ventre persistente, depressão, distúrbios do sono e lentidão nos movimentos estão entre os principais indícios de alerta.

A doença afeta principalmente pessoas com mais de 65 anos, mas também pode surgir em adultos mais jovens. Além da idade, fatores ambientais, como a exposição frequente a agrotóxicos, estão associados ao aumento do risco de desenvolvimento da enfermidade.

Apesar de ainda não haver cura definitiva, estudos apontam que a atividade física regular é uma das estratégias mais eficazes para retardar a progressão do Parkinson. Associada ao tratamento médico adequado, ela contribui para preservar a mobilidade, a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes por mais tempo.

Especialistas recomendam procurar avaliação neurológica diante de sintomas persistentes, pois o diagnóstico precoce amplia as possibilidades de controle da doença e melhora os resultados do tratamento.

Fonte: Revista científica The BMJ e especialistas em neurologia

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