Projeto prevê tornozeleira eletrônica obrigatória para agressores em casos graves de violência doméstica

Proposta amplia medidas protetivas em situações com uso de armas ou agressões que causem lesões graves contra mulheres.

Foto: Pablo Jacob/TJSP.

Um projeto apresentado na Câmara dos Deputados propõe tornar obrigatório o uso de tornozeleira eletrônica para agressores envolvidos em casos de violência doméstica com uso de armas ou em situações que resultem em lesões corporais graves e gravíssimas contra mulheres.

A proposta altera a Lei Maria da Penha e determina que a Justiça aplique automaticamente o monitoramento eletrônico em ocorrências consideradas de maior risco para a vítima. Atualmente, a medida já pode ser utilizada como cautelar, mas depende da análise individual de cada magistrado.

O texto estabelece a obrigatoriedade da tornozeleira em casos com utilização de arma de fogo, arma branca ou agressões que provoquem ferimentos graves. Segundo a proposta, o monitoramento eletrônico ajudaria a impedir aproximações indevidas e reforçar a efetividade das medidas protetivas.

Hoje, a legislação prevê mecanismos como afastamento do agressor do lar, proibição de contato com a vítima, suspensão do porte de arma, prisão preventiva e monitoramento eletrônico, porém sem obrigatoriedade automática.

A justificativa do projeto aponta que crimes praticados com facas, facões e outros objetos demonstram elevado risco de escalada da violência doméstica. O texto também cita episódios recentes de agressões extremas para defender o fortalecimento das ações preventivas e o uso de tecnologia na fiscalização.

A proposta ainda será analisada pelas comissões temáticas da Câmara antes de seguir para votação em plenário.

Fonte: Câmara dos Deputados / Projeto de Lei 2.418/2026

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