A conta de energia elétrica dos brasileiros deve sofrer reajustes nos próximos meses, com previsão de maior incidência da bandeira vermelha ao longo de 2026. O cenário é impulsionado pela redução das chuvas e pelo avanço do fenômeno climático El Niño, que afeta o nível dos reservatórios e eleva o custo da geração de energia.
De acordo com informações do setor elétrico, a tendência é de retorno da bandeira amarela em maio e possível adoção da bandeira vermelha nos meses seguintes, o que encarece diretamente o valor final da fatura de energia. A mudança ocorre em meio à transição para o período seco no país.
O sistema de bandeiras tarifárias indica o custo real da geração de energia e pode variar conforme as condições dos reservatórios. Com menor volume de chuvas, cresce a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado de produção.
Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico apontam que os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste operam com cerca de 65% da capacidade, enquanto o Sul registra níveis mais baixos. Essa condição reforça a preocupação do setor com o abastecimento nos próximos meses.
Especialistas também destacam que o modelo de precificação da energia contribui para a oscilação das tarifas, o que pode impactar a inflação no curto prazo. O Ministério de Minas e Energia informou que o uso de termelétricas já está sendo ampliado como medida para garantir a segurança do sistema elétrico nacional.
Fonte: Operador Nacional do Sistema Elétrico
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