Desenrola Brasil 2.0 libera uso do FGTS para quitar dívidas com descontos de até 90%

Nova fase do programa permite integração do fundo de garantia à renegociação de débitos e facilita regularização do nome de trabalhadores.

Foto: José Cruz/Agência Brasil.

O governo federal passou a permitir que trabalhadores utilizem o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na nova etapa do programa Desenrola Brasil, ampliando as possibilidades de renegociação de dívidas em 2026. A medida possibilita descontos que podem chegar a 90% e a limpeza imediata do nome de consumidores inadimplentes.

A integração, chamada de “Desenrola 2.0”, permite que o FGTS seja usado como pagamento direto ou garantia na renegociação de débitos. O foco da ação é atender principalmente trabalhadores da Faixa 1, com renda de até cinco salários mínimos, que concentram grande parte das dívidas negativadas no país.

O processo de adesão é totalmente digital e começa pelo aplicativo do FGTS, onde o trabalhador deve consultar o saldo disponível e autorizar instituições financeiras a acessarem os dados do fundo. Em seguida, a negociação é realizada no portal oficial do programa, com login via Gov.br.

No sistema, o usuário seleciona as dívidas elegíveis, verifica os descontos oferecidos e escolhe a opção de pagamento com o FGTS. Após a confirmação, o valor é reservado para quitação à vista ou abatimento das parcelas, e o CPF pode ser retirado dos cadastros de inadimplência em até cinco dias úteis.

Podem participar trabalhadores com contas ativas ou inativas do FGTS e dívidas negativadas entre 2019 e 2025, desde que possuam conta Gov.br nos níveis Prata ou Ouro.

Especialistas avaliam que a medida pode ser vantajosa para quem busca eliminar dívidas com juros altos, como cartão de crédito e cheque especial. No entanto, alertam que o uso do FGTS reduz uma reserva financeira importante de emergência.

O governo reforça que todo o processo deve ser realizado exclusivamente em canais oficiais, sem solicitações de pagamento por links de mensagens ou redes sociais, para evitar golpes.

Fontes: Governo Federal / Ministério da Fazenda / Caixa Econômica Federal

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