Mulheres diagnosticadas com câncer de mama pelo Sistema Único de Saúde (SUS) terão acesso a um novo teste genético para detectar mutações hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2. A medida foi oficializada pelo Ministério da Saúde e deve ser implantada na rede pública em até 180 dias.
O exame utiliza a tecnologia de sequenciamento de nova geração (NGS), método que permite identificar alterações genéticas com maior precisão. A análise é considerada importante para verificar se o câncer possui origem hereditária, contribuindo para decisões clínicas mais adequadas e acompanhamento especializado das pacientes.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, entre 5% e 10% dos casos de câncer estão ligados a fatores hereditários. Já o National Cancer Institute aponta que mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 aumentam significativamente o risco de desenvolvimento de câncer de mama, ovário e outras doenças.
Além de auxiliar no tratamento da paciente já diagnosticada, o exame também poderá beneficiar familiares, já que as mutações podem ser transmitidas entre gerações. Com o resultado genético, as equipes médicas poderão indicar estratégias preventivas, intensificar o rastreamento e adaptar terapias conforme cada caso.
A expectativa é que a incorporação da tecnologia fortaleça o diagnóstico precoce e amplie o acesso a tratamentos personalizados na rede pública de saúde.
Fonte: Ministério da Saúde / Instituto Nacional de Câncer (INCA) / National Cancer Institute / CFF
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