O crescimento da influência das redes sociais sobre hábitos de saúde tem acendido um alerta entre especialistas diante do aumento da automedicação estimulada por conteúdos digitais. Milhões de usuários acompanham influenciadores que compartilham dicas sobre emagrecimento, ansiedade, sono, estética, suplementação e medicamentos, muitas vezes sem orientação técnica adequada.
Com linguagem acessível e forte proximidade com o público, influenciadores acabam conquistando credibilidade entre seguidores, que passam a enxergar recomendações pessoais como orientações profissionais. O problema, segundo especialistas, é que muitos conteúdos não possuem embasamento científico nem compromisso com a segurança da população.
Medicamentos frequentemente são divulgados como soluções rápidas para perda de peso, melhora do desempenho ou alívio de sintomas cotidianos. Sem avaliação individualizada, o uso inadequado pode provocar intoxicações, alergias, dependência, interações medicamentosas perigosas e agravamento de doenças.
Especialistas destacam que adolescentes e adultos jovens estão entre os grupos mais vulneráveis à influência digital. A exposição constante a vídeos curtos e conteúdos virais reforça padrões estéticos e incentiva práticas perigosas, muitas vezes sem alertar sobre efeitos colaterais e contraindicações.
Outro ponto de preocupação é a falsa sensação de segurança criada pela repetição de relatos positivos nas plataformas digitais. Segundo profissionais da saúde, fatores como idade, histórico clínico e uso de outros medicamentos precisam ser avaliados individualmente antes de qualquer tratamento.
Nesse cenário, farmacêuticos e médicos reforçam a importância da orientação profissional para o uso racional de medicamentos. Além de esclarecer dúvidas sobre doses, efeitos adversos e contraindicações, esses profissionais atuam no combate à desinformação e na promoção da saúde pública.
Especialistas alertam que a popularidade nas redes sociais não substitui conhecimento técnico e responsabilidade ética. Antes de iniciar qualquer medicamento, a recomendação é buscar orientação de profissionais habilitados e evitar decisões baseadas apenas em conteúdos da internet.
Fonte: Especialistas em saúde e assistência farmacêutica / CFF
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