A presença da inteligência artificial no setor da saúde brasileira vem crescendo nos últimos anos e já alcança 18% dos estabelecimentos do país, segundo levantamento divulgado na terça-feira (12). O uso da tecnologia é mais frequente na rede privada, onde atinge 21% das unidades, enquanto no setor público chega a 11%.
Os dados fazem parte da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil e organizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação.
De acordo com o estudo, as principais aplicações da inteligência artificial na saúde envolvem organização de processos clínicos e administrativos, reforço da segurança digital, aumento da eficiência dos tratamentos e apoio em diagnósticos médicos.
A pesquisa também mostra que a tecnologia vem sendo utilizada em áreas como logística hospitalar, gestão de recursos humanos e até no auxílio à dosagem de medicamentos.
Apesar do avanço, gestores de hospitais apontam desafios para ampliar a adoção da IA, como custos elevados, falta de prioridade institucional e limitações na capacitação profissional e no uso de dados.
O levantamento destaca ainda que 39% dos estabelecimentos oferecem serviços online para visualização de exames, enquanto o agendamento digital de consultas e exames já está presente em parte significativa das unidades de saúde.
Especialistas avaliam que o crescimento da inteligência artificial exige regulamentação e profissionais qualificados para garantir segurança e uso ético das informações dos pacientes.
Fontes: Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Cetic.br e NIC.br / agência Brasil
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