A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou para o aumento gradual da circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul, com destaque para a gripe causada pela variante K do Influenza A (H3N2) e para o avanço do vírus sincicial respiratório (VSR), elevando o risco de pressão sobre os sistemas de saúde.
A temporada de inverno na região já apresenta sinais iniciais de crescimento dos casos, cenário semelhante ao observado no Hemisfério Norte, onde a variante K predominou. Identificada recentemente, essa linhagem não é considerada mais grave, mas pode prolongar o período de transmissão.
No Brasil, o subclado K foi detectado no fim de 2025 e já representa a maioria das amostras analisadas. A taxa de positividade para influenza, que estava abaixo de 5% no início do ano, subiu para 7,4% no final de março, indicando avanço da circulação viral, especialmente do tipo A (H3N2).
A Opas destaca que países sul-americanos devem se preparar para uma temporada potencialmente intensa, com picos concentrados de demanda hospitalar. Além da influenza, o VSR também apresenta crescimento antecipado, com impacto maior em crianças pequenas e grupos vulneráveis.
Dados recentes do boletim Infogripe, da Fiocruz, confirmam a tendência de alta nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em todo o país. Atualmente, a maioria dos estados está em nível de alerta ou risco, com aumento consistente de infecções por Influenza A e VSR.
Em 2026, o Brasil já registrou mais de 46 mil casos de SRAG, sendo 44,3% confirmados por vírus respiratórios. Entre eles, 26,4% foram causados por Influenza A e 21,5% por VSR. Nas últimas semanas, os índices cresceram ainda mais.
Diante do cenário, a Opas reforça a importância da vacinação contra a gripe, que segue eficaz mesmo diante da nova variante. No Brasil, o imunizante é atualizado anualmente e inclui a cepa H3N2.
A campanha nacional prioriza crianças, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais de áreas essenciais. O SUS também disponibiliza vacina contra o VSR para gestantes, protegendo recém-nascidos contra complicações como a bronquiolite.
Além da imunização, medidas simples continuam sendo fundamentais, como higienização das mãos, uso da etiqueta respiratória e isolamento de pessoas com sintomas, a fim de reduzir a transmissão.
Com a combinação de influenza, VSR e casos ainda presentes de Covid-19, autoridades de saúde alertam para a necessidade de reforço imediato nas estratégias de prevenção para evitar sobrecarga no sistema hospitalar durante os meses mais frios.
Fontes: Opas / Ministério da Saúde / Fiocruz / Agência Brasil
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