Anvisa suspende medicamentos com clobutinol por risco de arritmia cardíaca

Medida proíbe venda e uso de substância presente em xaropes após avaliação de risco sanitário.

Foto: CFF.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata de medicamentos que contenham clobutinol em todo o país. A decisão foi tomada após análise técnica apontar risco aumentado de arritmias cardíacas graves associadas ao uso da substância.

A resolução proíbe a comercialização, fabricação, distribuição, importação, manipulação, propaganda e uso desses medicamentos. A medida é preventiva e se baseia em evidências científicas que indicam relação risco-benefício desfavorável.

Segundo a Anvisa, o clobutinol — utilizado em xaropes para tosse — pode provocar alterações no ritmo cardíaco, especialmente em doses elevadas, devido ao prolongamento do intervalo QT, que afeta o ciclo elétrico do coração.

Atualmente, há poucos registros do princípio ativo no Brasil, sendo apenas um medicamento efetivamente comercializado. Ainda assim, a Agência decidiu pela suspensão para evitar a exposição da população a riscos considerados relevantes, especialmente diante da existência de alternativas terapêuticas mais seguras.

A decisão também segue tendências internacionais, incluindo a retirada voluntária de produtos com clobutinol do mercado europeu. O princípio ativo não possui registros vigentes em agências reguladoras estrangeiras equivalentes.

A Anvisa esclarece que a medida não está relacionada à qualidade de fabricação, mas às características da substância, que não atendem mais aos critérios de segurança e eficácia.

Consumidores devem interromper o uso de medicamentos com clobutinol e buscar orientação médica para substituição do tratamento. Farmácias e estabelecimentos de saúde devem cumprir a determinação e retirar os produtos de circulação.

A suspensão permanece válida enquanto são definidos os próximos encaminhamentos regulatórios, reforçando a atuação da Anvisa na proteção da saúde pública com base em evidências científicas.

Fonte: Anvisa

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