O nome de Joelson Pereira Mesquita, o Dhioka, 27 anos, já é realidade no cenário do atletismo brasileiro. Representando a Associação Petrolinense de Atletismo (APA), o atleta conquistou a medalha de prata nos 800 metros no Troféu Brasil de Atletismo 2025, a principal competição de pista da América Latina.
Com o tempo de 1min47s, Dhioka ficou a apenas 3 segundos do índice olímpico e 2 segundos do índice mundial, resultado ainda mais expressivo diante da realidade do atleta, que treina sem a mesma estrutura de muitos concorrentes de elite.
“Enfrentei atletas da seleção brasileira, gente que já foi até duas vezes para a Olimpíada. Mas nordestino é arretado, vai para cima sem medo”, destacou emocionado.
Ouro e recorde pessoal reforçam fase histórica
O talento do guanambiense voltou a brilhar no último sábado (25), durante o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, realizado no Centro Nacional Loterias Caixa de Desenvolvimento do Atletismo, em Bragança Paulista.
Na prova dos 800 metros, Dhioka conquistou o ouro com o tempo de 1min46s67, estabelecendo sua melhor marca pessoal e confirmando a evolução consistente na carreira. “Nos últimos 100 metros consegui arrancar e deu tudo certo. É uma sensação incrível ser campeão em nível nacional”, comemorou.
Evolução constante e resultados expressivos
Além da prata no Troféu Brasil e do ouro recente, o atleta também garantiu o 5º lugar nos 1500 metros, consolidando sua versatilidade nas provas de meio-fundo.
Seu desempenho já assegurou importantes conquistas fora das pistas:
- Bolsa atleta federal garantida para 2026
- Apoio do Governo de Pernambuco
- Convites de grandes clubes, como o Praia Clube
Mesmo assim, Dhioka mantém o foco na sua trajetória atual.
Próximo desafio internacional
O próximo passo será o GP Brasil de Atletismo, competição internacional que reunirá atletas estrangeiros e os melhores do ranking nacional.
Superação nordestina e inspiração
Treinando com o professor Marciano Barros e contando com equipe de apoio multidisciplinar, Dhioka é hoje símbolo de superação. “Essa medalha representa a garra do nordestino. Mesmo com menos estrutura, podemos chegar longe.”
Natural de Guanambi, o atleta se torna referência para jovens que sonham com o esporte.
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