Ensino de jornalismo deve priorizar ética e senso crítico diante da IA e da desinformação

Especialista defende formação humanizada e integração transversal da tecnologia nas universidades.

Foto: Sam Balye/Unsplash.

Diante do avanço da inteligência artificial e da crescente desinformação, cursos de jornalismo precisam reforçar a formação ética e crítica dos estudantes. A avaliação é da professora Marluce Zacariotti, da Universidade Federal do Tocantins, que participa do 25º Encontro Nacional de Ensino de Jornalismo (ENEJor), realizado na Universidade de Brasília, em Brasília.

Segundo a pesquisadora, que também preside a Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo, não basta incluir disciplinas específicas sobre inteligência artificial ou combate à desinformação. Para ela, esses temas devem ser incorporados de forma transversal ao longo da formação acadêmica, mantendo o foco no papel social do jornalismo.

A especialista destaca que práticas como apuração rigorosa e verificação de dados continuam essenciais, mesmo com o uso de novas tecnologias. Nesse contexto, as ferramentas digitais devem servir como apoio, sem substituir o olhar humano e crítico do jornalista.

Outro ponto enfatizado é a importância da extensão universitária e da aproximação com a sociedade, ampliando o aprendizado por meio de parcerias e experiências práticas. Para a pesquisadora, o jornalismo é, por natureza, uma área que exige interação constante com diferentes públicos.

No cenário atual, marcado pela força das plataformas digitais e algoritmos, a compreensão do ecossistema midiático se torna indispensável. A docente alerta que muitos consumidores de informação ainda têm dificuldade em diferenciar conteúdo jornalístico de produções feitas por influenciadores, o que reforça a necessidade de educação midiática.

Apesar dos desafios, a orientação não é rejeitar as tecnologias, mas utilizá-las de forma estratégica e responsável. O equilíbrio entre inovação e princípios éticos é apontado como fundamental para fortalecer a credibilidade da profissão.

Por fim, a pesquisadora defende que a formação em jornalismo mantenha atividades presenciais, destacando que o trabalho coletivo e a vivência prática são essenciais para o desenvolvimento profissional, especialmente em um contexto de mudanças no mercado e nas rotinas das redações.

Fontes: Agência Brasil / ENEJor / Abej / agência Brasil

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