O Dia Mundial da Hemofilia, celebrado nesta sexta-feira (17), chama atenção para a importância do diagnóstico precoce da doença. No Brasil, 14.202 pessoas conviviam com a condição em 2024, enquanto milhões ainda podem não ter acesso ao diagnóstico em todo o mundo.
A campanha global promovida pela Federação Mundial da Hemofilia destaca que mais de 75% das pessoas com a doença ainda não foram diagnosticadas, o que compromete o acesso ao tratamento e aos cuidados básicos.
De acordo com a entidade, o diagnóstico é essencial para garantir qualidade de vida aos pacientes. A falta de identificação precoce continua sendo um dos principais desafios, especialmente em regiões com menor acesso à saúde.
A hemofilia é uma doença genética rara que afeta a coagulação do sangue, provocando sangramentos prolongados, principalmente nas articulações e músculos. Isso ocorre devido à deficiência de proteínas responsáveis por estancar hemorragias.
Existem dois tipos principais: hemofilia A, causada pela deficiência do fator VIII, e hemofilia B, relacionada ao fator IX. A gravidade pode variar entre leve, moderada e grave, dependendo da quantidade desses fatores no organismo.
A condição atinge majoritariamente homens, por estar ligada ao cromossomo X, embora mulheres também possam ser portadoras ou, em casos raros, desenvolver a doença.
No Brasil, a maioria dos casos registrados é de hemofilia A, com 11.863 pacientes, enquanto a hemofilia B soma 2.339 registros, segundo dados do Ministério da Saúde.
O país conta com a atuação da Hemobrás, estatal responsável pela produção de medicamentos hemoderivados distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa busca garantir acesso contínuo a tratamentos, como o fator de coagulação, essencial para prevenir complicações.
A data reforça a necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento da hemofilia, reduzindo desigualdades e garantindo melhores condições de vida para os pacientes.
Fontes: Ministério da Saúde / Federação Mundial da Hemofilia / Hemobrás / agência Brasil
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