O Brasil registrou, em 2025, um cenário alarmante de violência contra mulheres: 70% das agressões ocorreram dentro de casa, enquanto 31,86% das vítimas relataram sofrer violência diariamente. Os dados são da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, que contabilizou mais de 1 milhão de atendimentos no período.
Segundo o balanço divulgado pelo Ministério das Mulheres, foram 1.088.900 atendimentos em 2025 — crescimento de 45% em relação ao ano anterior —, com 155.111 denúncias formalizadas, alta de 17,4%. Isso representa uma média de 425 denúncias por dia.
No recorte por local, o ambiente doméstico concentra a maior parte das ocorrências (quase 70%), sendo 40,76% na residência da vítima e 28,58% em casas compartilhadas com o agressor. Já as vias públicas e o ambiente virtual registraram, cada um, 2,96% dos casos.
Em relação à autoria das denúncias, 66,3% foram feitas pelas próprias vítimas, 16,9% de forma anônima e 16,8% por terceiros, como familiares e amigos.
A frequência das agressões também chama atenção: além dos 31,86% de casos diários, 20,91% das mulheres convivem com a violência há mais de um ano. Outras 8,10% sofrem agressões semanais e 1,82% mensais.
No perfil das vítimas, mulheres negras (pretas e pardas) representam 43,16% dos registros, enquanto mulheres brancas correspondem a 32,54%. A faixa etária mais atingida está entre 26 e 44 anos, concentrando 37,19% das denúncias.
Entre os tipos de violência, a psicológica lidera com 49,9% dos casos, seguida pela física (15,3%), patrimonial (5,4%) e sexual (3%). Ao todo, foram registradas mais de 679 mil violações, já que uma mesma denúncia pode incluir múltiplas agressões.
Outro destaque é a violência vicária, quando o agressor utiliza terceiros para atingir a vítima. Em 2025, foram 7.064 casos (4,55%), com aumento para 7,77% no início de 2026.
Regionalmente, o Sudeste concentra 47,4% das denúncias, seguido pelo Nordeste (18,2%), Centro-Oeste (11,5%), Sul (10,2%) e Norte (6%). Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideram os registros.
No primeiro trimestre de 2026, os números continuam em alta, com aumento de 23% nas denúncias e 14% nos atendimentos em comparação ao mesmo período de 2025.
Os dados reforçam a gravidade da violência contra mulheres no país e destacam a importância da denúncia. O Ligue 180 funciona 24 horas por dia, gratuitamente, além de canais como delegacias especializadas, Disque 100 e Polícia Militar (190), que também recebem ocorrências.
Fontes: Ministério das Mulheres / Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 / agência Brasil
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