Brasil registra alta de 37% no número de embriões congelados, aponta Anvisa

Crescimento reflete avanço da fertilização in vitro e adiamento da maternidade no país.

Foto: Freepik.

O número de embriões congelados no Brasil cresceu 37% entre 2022 e 2025, segundo dados do Sistema Nacional de Produção de Embriões, ligado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O aumento acompanha a expansão da reprodução assistida e mudanças no comportamento reprodutivo da população.

De acordo com o levantamento, o total passou de 104.693 embriões em 2022 para 144.080 em 2025, impulsionado principalmente pelo crescimento dos ciclos de fertilização in vitro (FIV), técnica amplamente utilizada no tratamento da infertilidade.

Especialistas apontam que o adiamento da maternidade e o maior acesso aos tratamentos têm contribuído diretamente para esse cenário. A prática de congelamento permite que casais realizem novas tentativas de gravidez sem a necessidade de repetir todo o processo clínico.

Outro fator relevante é o avanço tecnológico, como a vitrificação — método que aumentou a taxa de sobrevivência de óvulos e embriões após o descongelamento, tornando o procedimento mais seguro e eficaz. 

Apesar dos benefícios, o aumento no número de embriões armazenados também levanta debates éticos sobre o destino desse material. Questões relacionadas ao descarte e à doação ainda enfrentam desafios, inclusive por exigências regulatórias.

A tendência é de continuidade no crescimento da reprodução assistida no Brasil, impulsionada por transformações sociais e pelo acesso ampliado às tecnologias, o que reforça a necessidade de discussão sobre regulamentação e planejamento reprodutivo.

Fonte: Anvisa / SisEmbrio

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