Projeto quer manter BPC para cuidadores por até 12 meses após morte do beneficiário

Proposta em análise na Câmara dos Deputados prevê extensão temporária do benefício para responsáveis legais reconhecidos como cuidadores.

Foto: Freepik.

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe permitir que cuidadores de beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) continuem recebendo o auxílio por até 12 meses após a morte do titular. A medida, prevista no PL 6.414/2025, busca alterar a Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) para garantir uma proteção social temporária a responsáveis legais já reconhecidos como cuidadores.

Pela proposta, o pagamento do benefício poderá ser mantido por até um ano após o falecimento da pessoa assistida, desde que o responsável tenha sido previamente reconhecido administrativamente como cuidador antes do óbito. O texto também determina que não será exigida nova comprovação dessa condição após a morte do titular do benefício.

Além disso, o projeto estabelece que o cuidador deverá participar de programas de capacitação, qualificação profissional ou iniciativas de inclusão produtiva durante o período de recebimento do benefício. As regras, prazos e critérios desses programas deverão ser regulamentados posteriormente pelo governo federal.

Autora da proposta, a deputada Clarissa Tércio (PP-PE) afirma que a iniciativa busca oferecer suporte mínimo para pessoas que dedicaram anos ao cuidado de familiares dependentes e que podem enfrentar dificuldades financeiras após o falecimento do beneficiário.

Segundo a parlamentar, a medida tem caráter temporário e humanitário, além de reforçar a política pública de assistência social sem alterar a finalidade original do BPC.

O Benefício de Prestação Continuada é destinado a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de qualquer idade que comprovem baixa renda familiar por pessoa. Atualmente, o pagamento é encerrado imediatamente após a morte do titular.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara. Caso aprovado, o texto seguirá para análise no Senado Federal.

Fonte: Câmara dos Deputados

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