O consumo de açaí produzido de forma artesanal pode representar risco à saúde quando não passa pelo processamento adequado. Especialistas alertam que, sem tratamento térmico correto, a fruta pode estar associada à transmissão da doença de Chagas, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi.
De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o principal risco ocorre quando o açaí não passa pelo processo de aquecimento necessário para eliminar microrganismos. Para reduzir a possibilidade de contaminação, o fruto deve ser submetido a temperaturas entre 80 °C e 90 °C por cerca de 10 minutos, procedimento conhecido como branqueamento.
Antes mesmo do preparo, também é essencial realizar a seleção adequada dos frutos, retirando impurezas como pedras, folhas e insetos, principalmente o barbeiro, inseto associado à transmissão da doença de Chagas.
Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre 2007 e 2016, cerca de 69% dos casos agudos da doença no Brasil ocorreram por transmissão oral, geralmente relacionada ao consumo de alimentos contaminados, como açaí e caldo de cana.
Na fase inicial da doença, os sintomas mais comuns incluem febre prolongada, dor de cabeça, fraqueza, inchaço no rosto ou nas pernas e lesões semelhantes a furúnculos no local de entrada do parasita. Em muitos casos, porém, a pessoa pode não apresentar sinais imediatos.
Com o passar do tempo, a doença pode evoluir para a fase crônica, que pode provocar complicações cardíacas ou problemas no sistema digestivo.
Especialistas reforçam que a prevenção envolve cuidados no preparo e armazenamento dos alimentos, além da higienização adequada de frutas e utensílios. O uso de telas em residências, proteção contra insetos e boas práticas na manipulação de alimentos também ajudam a reduzir o risco de contaminação.
Fontes: Ministério da Saúde e Embrapa
Entre no nosso canal de WhatsApp e receba notícias em tempo real, Clique aqui
Inscreva-se em nosso canal no Youtube, Clique aqui
Comentários