O preço do diesel sofreu reajuste e passou a valer neste sábado (14) em todo o país. A Petrobras anunciou aumento de R$ 0,38 por litro no diesel A vendido às distribuidoras, elevando o valor médio para R$ 3,65 por litro. A mudança ocorre após mais de 300 dias sem reajustes no combustível.
Com a mistura obrigatória de 85% de diesel A e 15% de biodiesel — que forma o diesel B comercializado nos postos — o impacto estimado ao consumidor pode chegar a cerca de R$ 0,32 por litro. Segundo a estatal, a participação média da Petrobras no preço final nas bombas passa a ser de aproximadamente R$ 3,10 por litro.
O último ajuste no preço do diesel havia ocorrido em maio de 2025, quando houve redução no valor. Já o último aumento tinha sido registrado em fevereiro do mesmo ano.
A Petrobras informou ainda que, mesmo com o novo reajuste, o combustível acumula queda no período desde o início do atual governo. Conforme a estatal, desde dezembro de 2022 houve redução acumulada de R$ 0,84 por litro no diesel A vendido às distribuidoras, considerando a inflação do período.
A alta no preço também está relacionada ao cenário internacional do petróleo. Nos últimos meses, o valor do barril voltou a subir no mercado global, impulsionado por tensões e conflitos no Oriente Médio.
Para tentar reduzir o impacto ao consumidor, o governo federal anunciou medidas voltadas ao mercado de combustíveis. Entre elas, está o decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, o que pode representar redução aproximada de R$ 0,32 por litro.
Outra medida prevê o pagamento de subvenção econômica no mesmo valor para produtores e importadores do combustível. O pacote também inclui a tributação da exportação de petróleo e a exigência de sinalização nos postos informando aos consumidores sobre a redução de tributos federais.
A Petrobras informou que pretende aderir ao programa de subvenção criado pelo governo federal, estabelecido pela Medida Provisória nº 1.340, publicada em março de 2026. No entanto, a implementação ainda depende de regulamentação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Apesar do reajuste anunciado, especialistas destacam que o preço final pago pelo motorista nos postos depende de diversos fatores, como margens de distribuidoras e revendedores, custos logísticos e impostos federais e estaduais, como ICMS, que variam conforme cada estado.
Fonte: Petrobras
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