Ministério das Mulheres quer ampliar ensino da Lei Maria da Penha nas escolas

Parceria com o MEC busca incluir de forma permanente a prevenção à violência contra a mulher no currículo da educação básica.

Foto: aência Câmara.

O Ministério das Mulheres anunciou a intenção de ampliar o ensino da Lei Maria da Penha nas escolas brasileiras como estratégia de prevenção à violência contra a mulher. A proposta foi apresentada na quarta-feira (11) durante audiência da Comissão Mista Permanente de Combate à Violência contra a Mulher, no Congresso Nacional.

Durante a reunião, a ministra interina das Mulheres, Eutália Barbosa Rodrigues Naves, afirmou que a falta de debate sobre igualdade de gênero no ambiente escolar contribui para o crescimento de grupos misóginos nas redes sociais, o que pode estimular comportamentos violentos contra mulheres.

Segundo a ministra, o governo federal está articulando uma parceria com o Ministério da Educação (MEC) para garantir a aplicação efetiva da Lei Maria da Penha nos currículos da educação básica. A iniciativa segue diretrizes da Lei 14.164/2021, que prevê a abordagem da prevenção à violência contra a mulher nas escolas.

De acordo com Naves, a ausência desse debate nos últimos anos abriu espaço para conteúdos misóginos nas plataformas digitais. Ela citou a influência de comunidades virtuais como a chamada “machosfera” e o movimento “Red Pill”, popular em redes sociais como o TikTok, que difundem discursos de hostilidade contra mulheres.

Para enfrentar esse cenário, o governo prepara novas portarias em conjunto com o MEC para fortalecer políticas de prevenção à violência de gênero em instituições de ensino.

Entre as ações previstas estão a criação de protocolos de enfrentamento à violência contra a mulher nas universidades e a ampliação do programa Maria da Penha vai às Escolas.

A proposta do governo é que o tema deixe de ser tratado apenas em campanhas pontuais e passe a integrar de forma contínua a formação cidadã de estudantes, promovendo respeito, igualdade de gênero e prevenção à violência desde a educação básica.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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