Um estudo divulgado em março de 2026 pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) revelou que as mulheres na Bahia recebem, em média, 83,3% do rendimento dos homens, evidenciando uma diferença salarial significativa no estado.
Segundo o levantamento com base em dados de 2025, o rendimento médio masculino foi estimado em R$ 2.033,96, enquanto os ganhos das mulheres permanecem cerca de 16,7% menores.
O estudo também destaca que a desigualdade se amplia quando analisado o recorte racial. Mulheres negras enfrentam ainda mais dificuldades de inserção e remuneração no mercado de trabalho.
Outro ponto destacado no relatório é a forte presença feminina no trabalho doméstico, com aproximadamente 381 mil mulheres atuando no setor. Desse total, 86,1% trabalham sem carteira assinada, evidenciando altos índices de informalidade.
Além disso, o estudo indica um número significativo de mulheres fora da busca por emprego. Cerca de 253 mil mulheres estariam em situação de desalento, ou seja, desistiram de procurar trabalho por não acreditarem em oportunidades no mercado.
De acordo com a SEI, mesmo em áreas que exigem maior nível de escolaridade, as mulheres continuam concentradas em atividades com maior rotatividade e remuneração mais baixa, o que reforça o desafio de reduzir a desigualdade de gênero no mercado de trabalho baiano.
Fonte: Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI)
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