A primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento indica que a safra de café de 2026 deve atingir 66,2 milhões de sacas de 60 quilos, recorde histórico e avanço de 17,1% em relação a 2025. O crescimento é impulsionado pela bienalidade positiva, expansão da área cultivada e adoção de tecnologias de manejo.
O arábica deve concentrar a maior parte do aumento, com 44,1 milhões de sacas (alta de 23,3%), enquanto o conilon alcançará 22,1 milhões, impulsionado por genética mais produtiva e irrigação. Minas Gerais permanece como maior polo produtor (32,4 milhões de sacas), seguido por Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Rondônia.
No mercado internacional, o cenário permanece apertado. Apesar da queda de exportações brasileiras em 2025 (41,9 milhões de sacas), a receita cambial foi recorde: US$ 16,1 bilhões, com alta de 30,3%, impulsionada pelo aumento do preço médio. Estoques globais seguem em níveis historicamente baixos, tendência que deve sustentar os preços mesmo com a recuperação da produção.
Com safra cheia e mercado global ainda ajustado, os produtores brasileiros iniciam 2026 em posição favorável, combinando maior volume de colheita com manutenção de preços valorizados no comércio internacional.
Fontes: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) / MDIC / Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)
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