Pesquisadores alertam para uma forma de demência frequentemente confundida com Alzheimer, conhecida como LATE, condição associada ao envelhecimento avançado e que pode representar até 20% dos casos diagnosticados como Alzheimer em idosos.
Descrita oficialmente em 2019 por cientistas da Universidade do Kentucky, a LATE apresenta sintomas semelhantes aos da doença de Alzheimer, como perda progressiva da memória. No entanto, sua origem biológica é diferente, estando relacionada ao acúmulo anormal da proteína TDP-43 em regiões do cérebro responsáveis pela memória, como o hipocampo.
A semelhança clínica entre as duas condições dificulta o diagnóstico. Enquanto o Alzheimer já conta com biomarcadores específicos, a identificação definitiva da LATE ainda depende de análises neuropatológicas realizadas após a morte, embora novos critérios clínicos e estudos com exames de imagem avancem para permitir diagnósticos mais precisos em vida.
Especialistas destacam que reconhecer a LATE é essencial para evitar diagnósticos equivocados, orientar melhor pacientes e familiares e aprimorar decisões terapêuticas. Pesquisas em andamento buscam desenvolver biomarcadores e tratamentos específicos, ampliando a compreensão sobre o envelhecimento cerebral e os diferentes tipos de demência.
Fontes: Universidade do Kentucky / Hospital Israelita Albert Einstein / UFRGS / USP / Nature Communications
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