Estudo aponta maior estabilidade de renda entre trabalhadores por aplicativo

Pesquisa da FGV indica que plataformas digitais ajudam a reduzir períodos sem ganhos e o desemprego.

Foto: Freepik.

Motoristas e entregadores que atuam por aplicativos apresentam renda mais estável do que outros grupos de trabalhadores no Brasil, apesar das oscilações mensais de demanda. A conclusão é de um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em dados do IBGE sobre o trabalho em plataformas digitais.

De acordo com o economista Daniel Duque, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, a principal vantagem está na possibilidade de iniciar rapidamente uma atividade remunerada em períodos de inatividade, reduzindo o tempo sem renda. A análise comparou a evolução dos rendimentos de trabalhadores mais presentes nos aplicativos ao longo de cinco trimestres e identificou menor variação em relação a outras ocupações.

O levantamento aponta ainda que, conforme o nível de escolaridade, os ganhos podem ser até 50% superiores aos de atividades fora das plataformas. Entre trabalhadores sem ensino médio completo, a renda média nos aplicativos chegou a R$ 2.870, frente a R$ 1.920 em funções semelhantes.

Dados do IBGE mostram que o número de pessoas que têm os aplicativos como principal fonte de renda cresceu 25% entre 2022 e 2024, alcançando 1,7 milhão de trabalhadores. Enquanto a regulamentação do setor segue em debate no Congresso, o estudo destaca o papel das plataformas digitais na geração de renda e na redução da taxa de desocupação no país.

Fontes: Fundação Getulio Vargas / IBGE

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