Quase um terço dos cursos de medicina avaliados em 2025 deverá enfrentar sanções após apresentar resultados abaixo do padrão mínimo de qualidade no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), 99 graduações do Sistema Federal de Ensino tiveram desempenho considerado insatisfatório e serão submetidas a processos de supervisão.
As instituições com pior desempenho poderão sofrer medidas cautelares que variam desde a proibição de ampliar vagas até a suspensão de novos ingressos e o bloqueio de acesso a programas federais, como o Fies. As penalidades permanecerão válidas até a próxima edição do Enamed, prevista para outubro de 2026.
Segundo o MEC, o objetivo da iniciativa é assegurar padrões mínimos na formação médica. O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que a ação busca qualificar o ensino superior e não penalizar estudantes. Ele reforçou que os alunos não serão prejudicados pelas medidas adotadas.
O Enamed, criado em 2025 como modalidade específica do Enade para medicina, avaliou 351 cursos em todo o país. Embora 75% dos estudantes tenham alcançado desempenho considerado adequado, o levantamento revelou forte desigualdade entre as instituições. Universidades federais e estaduais registraram os melhores índices, enquanto cursos municipais e instituições privadas com fins lucrativos concentraram os resultados mais baixos.
As sanções serão aplicadas de forma gradual, conforme o nível de proficiência dos estudantes. As faculdades notificadas terão prazo para apresentar defesa e planos de melhoria. Para o MEC, a avaliação anual permitirá acompanhar a evolução da qualidade do ensino médico e orientar políticas públicas voltadas à formação de profissionais mais preparados para atuar no Sistema Único de Saúde.
Fontes: Ministério da Educação (MEC) / Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
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