Câmara aprova projeto que cria programa de proteção cerebral para recém-nascidos no SUS

Iniciativa busca prevenir sequelas neurológicas, reduzir a mortalidade infantil e garantir melhor desenvolvimento aos bebês.

Foto: Ualisson Noronha/ Arquivo Agência Saúde.

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou em dezembro um projeto de lei que institui o Programa de Proteção Cerebral para Prevenção de Sequelas Neurológicas em Bebês no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta, que ficará sob coordenação do Ministério da Saúde, tem como foco principal a prevenção de danos neurológicos permanentes em recém-nascidos atendidos em unidades hospitalares públicas.

O programa prevê a preparação das UTIs neonatais para o cuidado neurocrítico, com monitoramento contínuo da atividade cerebral dos bebês por meio de exames como eletroencefalograma e sensores de infravermelho. A detecção precoce de alterações neurológicas permitirá intervenções rápidas, aumentando as chances de sobrevivência, reduzindo o risco de sequelas motoras e cognitivas e favorecendo um desenvolvimento mais saudável ao longo da infância.

Além disso, a iniciativa inclui a capacitação de profissionais de saúde em cuidados neurológicos neonatais, o que deve melhorar a qualidade da assistência prestada e diminuir complicações que podem comprometer a qualidade de vida das crianças e de suas famílias. A expectativa é que o programa contribua para a redução da mortalidade infantil e para a diminuição de custos futuros com tratamentos prolongados e reabilitação.

Poderão integrar o programa hospitais com, no mínimo, dez leitos de UTI neonatal, unidades com pelo menos mil nascidos vivos por ano ou que disponham de cinco leitos de UTI cardiológica neonatal. Hospitais que não atendam a esses critérios também poderão participar, mediante autorização do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais e municipais, garantindo maior alcance regional.

O projeto estabelece ainda que a adesão será voluntária, por meio de cadastro, e que as unidades participantes deverão seguir protocolos técnicos e diretrizes clínicas específicas. O financiamento será realizado com recursos da União, estados e municípios, além de convênios, parcerias e verbas extraordinárias.

A proposta também autoriza o uso de sistemas de telemedicina para o monitoramento remoto dos recém-nascidos, ampliando o acesso ao acompanhamento especializado, especialmente em regiões com menor oferta de serviços de alta complexidade.

Inspirado em iniciativas já consolidadas, o programa promete impactos positivos diretos na saúde neonatal, garantindo mais qualidade de vida, desenvolvimento pleno e melhores perspectivas futuras para os bebês atendidos pelo SUS.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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