BNDES amplia renegociação de dívidas e inclui custeio da safra 2024/25

Medida dá fôlego financeiro ao produtor rural afetado por perdas climáticas.

Foto: Divulgação.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) autorizou a ampliação do programa de renegociação de dívidas rurais, passando a incluir também os financiamentos de custeio da safra 2024/2025. A decisão atende a uma demanda antiga do setor agropecuário e traz alívio especialmente ao homem do campo que enfrenta dificuldades para cumprir seus vencimentos em razão de prejuízos causados por eventos climáticos adversos.

A inclusão das operações permite que produtores reorganizem suas finanças, evitem a inadimplência e ganhem mais prazo para honrar compromissos assumidos com bancos e cooperativas. Na prática, a medida ajuda a preservar o fluxo de caixa das propriedades, garantindo recursos mínimos para manutenção das atividades, compra de insumos e planejamento da próxima safra.

Segundo dados do BNDES e do Banco do Brasil, até o início de janeiro já haviam sido aprovadas cerca de 20,9 mil renegociações, somando R$ 5,7 bilhões, o que representa quase metade do orçamento total previsto para o programa. A maior parte dos contratos renegociados envolve pequenos e médios produtores, vinculados às linhas Pronaf e Pronamp.

A ampliação foi formalizada em 13 de janeiro de 2026 e abrange financiamentos contratados entre julho de 2024 e junho de 2025, com respaldo da Resolução nº 5.276 do Conselho Monetário Nacional. O objetivo é oferecer condições mais realistas a produtores que sofreram perdas com estiagens, enchentes e outras adversidades, especialmente na Região Sul.

Especialistas avaliam que a medida é essencial para evitar o endividamento excessivo no campo e permitir que o produtor rural atravesse o momento de dificuldade sem comprometer a continuidade da produção. O prazo para adesão vai até 10 de fevereiro, o que exige atenção dos agricultores para buscar rapidamente as instituições financeiras.

Fontes: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) / Conselho Monetário Nacional (CMN)

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