O Ministério da Agricultura confirmou um novo foco de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) em uma propriedade rural com aves de subsistência no município de Acorizal, em Mato Grosso. A ocorrência reforça o estado de emergência zoossanitária no país e amplia a atenção das autoridades sanitárias diante dos possíveis impactos para o setor avícola.
O caso foi identificado após o registro de mortes súbitas entre as aves e confirmado por exames realizados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, em Campinas (SP). Como medida imediata, foram adotados protocolos de contenção, incluindo barreira sanitária, controle rigoroso de acesso à propriedade, abate sanitário das aves e desinfecção completa das instalações.
Além das ações de controle, a vigilância foi intensificada em propriedades localizadas em um raio de até dez quilômetros. Embora o foco tenha ocorrido fora do sistema de produção industrial, especialistas alertam que novos registros da doença podem trazer prejuízos indiretos ao setor, como aumento de custos com biosseguridade, restrições no trânsito de animais e riscos à imagem sanitária do país no mercado internacional.
Mesmo sem impacto direto nas granjas comerciais, a repetição de casos eleva a preocupação de produtores e pode afetar a confiança de parceiros comerciais, além de pressionar pequenos criadores, que são mais vulneráveis às medidas de interdição sanitária. O setor também teme eventuais reflexos nas exportações caso haja avanço da doença.
As autoridades reforçam que não há risco no consumo de carne de frango ou ovos e destacam que a rápida identificação e contenção dos focos têm sido essenciais para preservar o status sanitário da avicultura brasileira. O alerta permanece para que produtores comuniquem imediatamente qualquer anormalidade e reforcem as medidas de biossegurança.
Fontes: Ministério da Agricultura / Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea)
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