Uso consciente do ar-condicionado pode reduzir impacto na conta de luz

Escolha do aparelho, manutenção e ajuste de temperatura ajudam a economizar energia nos meses mais quentes.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil.

O ar-condicionado pode responder por até 40% do consumo de energia elétrica nas residências durante os períodos de calor intenso, dependendo do modelo, da potência e do tempo de uso. Ainda assim, com escolhas adequadas e hábitos simples, o equipamento pode contribuir para o conforto térmico sem pesar tanto no orçamento.

Segundo o especialista em pesquisa e desenvolvimento da Gree, Romenig Magalhães, aparelhos com tecnologia inverter são mais eficientes e permitem um controle melhor do consumo. Essa tecnologia evita picos de energia causados pelo liga e desliga do motor e pode reduzir em até 40% o gasto de eletricidade em dias mais quentes, além de aumentar a vida útil do equipamento.

O consumo também varia conforme a potência do aparelho, medida em BTUs, e o tempo de funcionamento. Modelos residenciais entre 9 mil e 12 mil BTUs podem consumir, em uso moderado, de 15 a 45 quilowatts-hora por mês. Já equipamentos mais antigos, sem tecnologia inverter, tendem a gastar mais energia, especialmente em períodos de bandeira tarifária vermelha.

Outro ponto importante é observar o selo de eficiência energética do Inmetro. Aparelhos com classificação A apresentam menor consumo e, consequentemente, menor impacto na conta de luz. Além disso, cuidados simples fazem diferença, como manter portas e janelas fechadas durante o uso, reduzir a incidência de sol no ambiente e realizar a limpeza periódica dos filtros.

A regulagem da temperatura também influencia diretamente no consumo. O especialista recomenda manter o aparelho entre 23 °C e 25 °C, faixa considerada confortável para o corpo humano e mais econômica. Temperaturas muito baixas, entre 16 °C e 20 °C, elevam o consumo e podem causar desconforto térmico. O uso da função “sono” durante a noite é outra alternativa para reduzir gastos, pois ajusta gradualmente a temperatura e diminui a demanda de energia.

Fontes: Agência Brasil / Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) / agência Brasil

Comentários



    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.



Comentar