O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciou neste mês de janeiro a atualização dos valores pagos a aposentados e pensionistas. O reajuste de 3,9% será aplicado aos benefícios que superam um salário mínimo, alcançando mais de 12,2 milhões de segurados. Os valores corrigidos começam a ser creditados a partir do dia 2 de fevereiro.
Com a medida, o teto dos benefícios previdenciários foi elevado para R$ 8.475,55. A atualização também impacta pensões especiais, incluindo aquelas destinadas a vítimas da síndrome da talidomida e a pessoas afetadas pela hanseníase, que passam a ter novos valores de referência.
Já os segurados que recebem o piso previdenciário terão seus benefícios ajustados conforme o novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621,00. Para esse grupo, os pagamentos ocorrem entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro, de acordo com o número final do cartão do benefício.
As alíquotas de contribuição ao INSS para trabalhadores empregados, domésticos e avulsos também foram atualizadas. As taxas variam entre 7,5% e 14%, conforme a faixa salarial, respeitando o limite máximo de contribuição estabelecido pelo novo teto previdenciário.
Outros benefícios igualmente foram corrigidos. Os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) passam a receber conforme o novo valor do salário mínimo. Já seringueiros e seus dependentes terão direito ao dobro do piso, totalizando R$ 3.242,00. A diária para segurados ou dependentes que precisam se deslocar para perícia médica ou reabilitação profissional foi reajustada para R$ 141,63. O salário-família, por sua vez, passa a ser de R$ 67,54 para quem possui renda mensal de até R$ 1.980,38.
Segurados que começaram a receber benefícios a partir de 1º de janeiro de 2025 terão direito a um reajuste proporcional ao período de concessão.
Fonte: Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
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