Especialista alerta: sedentarismo faz jovens envelhecerem antes do tempo

Professor destaca que iniciar a prática de exercícios cedo melhora a saúde, preserva o corpo e evita perda precoce de desempenho físico.

Foto: Unsplash.

Tratar a atividade física como algo opcional tem levado muitos jovens a apresentarem um corpo mais envelhecido do que a própria idade. O alerta é do professor de educação física Felipe Isidro, que chama atenção para os impactos do sedentarismo, instalado de forma gradual quando o exercício é visto apenas como um “extra” na rotina.

Segundo o especialista, quanto mais cedo a prática regular de exercícios começa, maiores são os benefícios para a saúde ao longo da vida. A atividade física ajuda a fortalecer músculos e ossos, melhora o condicionamento cardiovascular, regula o metabolismo, favorece o sono e contribui para a manutenção da chamada idade biológica, que pode ser bem menor do que a idade registrada no documento.

Dados de uma pesquisa do Instituto Nacional de Estatística, divulgada em 2023, mostram que 47,2% dos homens e 54,6% das mulheres são totalmente sedentários. Esse cenário, de acordo com Isidro, explica por que pessoas jovens já apresentam perda de força, resistência e mobilidade, enquanto indivíduos mais velhos, ativos desde cedo, mantêm melhor desempenho físico.

O professor reforça que exercício não deve ser encarado como lazer eventual, mas como parte essencial do cuidado com a saúde, comparável a hábitos básicos do dia a dia. Ele destaca que iniciar a prática ainda na juventude reduz o risco de doenças crônicas, melhora a qualidade de vida e garante mais autonomia no envelhecimento.

Isidro também questiona a ideia de que caminhadas, isoladamente, sejam suficientes para promover mudanças significativas no corpo. Para ele, a atividade física precisa ser planejada, com estímulos adequados, para gerar adaptações positivas e duradouras.

Ao longo do tempo, a disciplina em se exercitar traz ganhos perceptíveis, como mais disposição, melhor descanso, controle do peso e preservação da saúde física e mental. “Não é fazer apenas o que dá vontade, mas o que faz bem ao corpo”, resume o professor.

Fontes: Instituto Nacional de Estatística / Entrevista com Felipe Isidro, professor de educação física / agência correio

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