Um peixe típico do litoral brasileiro vem conquistando reconhecimento internacional e chamando a atenção de especialistas em nutrição. O robalo, encontrado em abundância nas águas do país, superou o salmão em um ranking global que avaliou mais de mil alimentos com base em seus benefícios nutricionais, alcançando a terceira colocação.
Na avaliação, o pescado brasileiro obteve 89 pontos em uma escala de 100, ficando atrás apenas das amêndoas e da fruta-do-conde. O resultado reforça a qualidade do robalo, especialmente por seu baixo teor de gordura quando comparado ao salmão, além de ser uma excelente fonte de proteínas, magnésio, cálcio, ferro e zinco.
Por apresentar perfil nutricional mais leve, o robalo é frequentemente indicado em dietas de recuperação, como no pós-operatório e pós-parto, contribuindo para a cicatrização e o fortalecimento do organismo.
O destaque internacional do robalo abre caminho para ganhos importantes ao Brasil. O fortalecimento da produção e da aquicultura marinha pode gerar empregos, ampliar a renda de comunidades costeiras, diversificar a cadeia do pescado e reduzir a dependência de espécies importadas. Além disso, a valorização do robalo pode impulsionar exportações, agregar valor ao produto nacional e consolidar o país como referência em pescado de alta qualidade.
Apesar do potencial, a produção brasileira ainda é pouco explorada, concentrando-se majoritariamente em espécies de água doce, como a tilápia. Espécies nativas de robalo apresentam características favoráveis ao cultivo, como resistência, adaptação a diferentes tipos de água e alto valor comercial, o que torna o investimento no setor uma oportunidade estratégica.
Enquanto países europeus dominam a produção global do robalo, o Brasil possui condições naturais privilegiadas para avançar nesse mercado, aliando sustentabilidade, nutrição e desenvolvimento econômico.
Fontes: Estudos internacionais de nutrição / Dados do setor aquícola brasileiro / A tarde agro
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