A comprovação de vida exigida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) segue em 2026 com foco em um sistema automatizado, que dispensa, na maioria dos casos, a ida de beneficiários a agências bancárias ou unidades do instituto. Desde 2023, a responsabilidade pela verificação passou a ser do próprio INSS, por meio do cruzamento de dados em bases governamentais e privadas.
O procedimento beneficia principalmente aposentados e pensionistas do INSS, além de outros segurados que recebem benefícios de longa duração, como beneficiários de auxílio por incapacidade permanente e pensão por morte. Esses grupos só precisam realizar a prova de vida de forma ativa caso não haja nenhum registro recente de interação com serviços oficiais após o aniversário do segurado.
Após a data de aniversário do beneficiário, o INSS inicia um monitoramento contínuo em busca de movimentações que indiquem que a pessoa está viva. Quando alguma atividade válida é identificada dentro do período analisado, a prova de vida é confirmada automaticamente, sem necessidade de qualquer ação do cidadão.
O instituto mantém a orientação de não suspender pagamentos sem aviso prévio. Assim como em 2025, o bloqueio do benefício só ocorre em último caso, após tentativas de validação eletrônica e comunicação formal ao segurado.
Atividades que confirmam a prova de vida
Entre as ações aceitas pelo sistema estão:
- Acesso ao aplicativo Meu INSS ou a plataformas Gov.br com selo ouro, que utilizam reconhecimento facial;
- Saque ou recebimento do benefício com biometria;
- Contratação de empréstimo consignado com validação biométrica;
- Atualização do Cadastro Único (CadÚnico);
- Participação em eleições;
- Emissão ou renovação de documentos oficiais, como CNH, passaporte ou carteira de trabalho.
Caso nenhuma atividade seja localizada, o beneficiário será notificado pelo Meu INSS, pela Central 135 ou pelo banco pagador. Após o aviso, haverá prazo para regularização. Somente se não for possível validar a situação por meios digitais será exigido o comparecimento presencial.
O INSS alerta que quem não regularizar dentro do prazo poderá ter o pagamento bloqueado e, em situações prolongadas, o benefício suspenso. Por isso, manter dados de contato atualizados é fundamental.
Fontes: Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) / Ministério da Previdência Social / correio*
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