A tosse seca acompanhada de sensação de garganta irritada, sem sinais de gripe ou resfriado, é um sintoma comum, mas que não deve ser ignorado quando persiste. Sem febre, coriza ou dores no corpo, esse desconforto respiratório costuma gerar dúvidas e pode interferir no sono e nas atividades diárias.
Diferente da tosse com catarro, a tosse seca não produz secreção e geralmente provoca acessos repetidos ao longo do dia. Especialistas alertam que, quando o quadro se prolonga por semanas, é importante investigar as causas, que nem sempre estão ligadas a infecções virais.
Entre as origens mais frequentes está a asma, especialmente uma variação em que a tosse contínua é o principal sintoma, sem falta de ar evidente. O problema tende a piorar à noite ou nas primeiras horas da manhã. O refluxo gastroesofágico também pode provocar tosse seca, já que o ácido do estômago pode irritar a garganta e as vias aéreas, causando rouquidão, azia ou gosto amargo na boca.
Alergias respiratórias aparecem como outra causa comum, geralmente associadas a espirros, coceira nos olhos ou nariz escorrendo. Além disso, medicamentos, inflamações específicas e até fatores emocionais podem contribuir para o surgimento do sintoma.
Se a tosse seca durar mais de três semanas, piorar com o tempo ou vier acompanhada de falta de ar, dor no peito ou rouquidão persistente, a orientação é procurar um médico, preferencialmente um clínico geral ou pneumologista. O profissional pode solicitar exames, como testes respiratórios ou avaliação do refluxo, para identificar a causa. Enquanto isso, manter boa hidratação, evitar ambientes com fumaça, poeira ou cheiros fortes e não se automedicar são medidas importantes para aliviar o desconforto até o diagnóstico correto.
Fonte: T-Online / informações de saúde respiratória / agência correio
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