AL-BA aprova reestruturação do Planserv com contribuição de até 6%

Projeto segue para sanção do governador e prevê novas faixas de contribuição.

Foto: Bahia Notícias.

O plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou, na terça-feira (9), o projeto de lei que reestrutura o Planserv, o Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Estaduais. A votação ocorreu sob protestos de categorias na Galeria da Casa e contou com voto contrário do deputado Hilton Coelho (PSOL). A matéria segue agora para sanção do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Enviado pelo Executivo na semana passada, o PL é apresentado pelo governo como fruto de diálogo com sindicatos e entidades representativas. A gestão estadual afirma que a reestruturação moderniza o sistema e deve gerar um dos principais benefícios anunciados: redução no valor pago por cerca de 130 mil servidores, especialmente os de menor remuneração.

Principais pontos da reestruturação

- Contribuição dos titulares: passa a ser de 5,5% da remuneração, com piso de R$ 120. Em 1º de janeiro de 2027, sobe para 6%.

- Dependentes: – Cônjuges/companheiros pagarão 50% da contribuição do titular. – Demais dependentes contribuirão com 22%. – Piso mínimo de R$ 120 em todos os casos.

Limite de custeio: servidores com mais de quatro dependentes inscritos terão o cálculo limitado a quatro.

Contribuição patronal: passa para 3,25% inicialmente, chegando a 4% em 2027, aplicada a todos os poderes e órgãos estaduais.

Assistência especial: beneficiário poderá migrar mediante carência de 12 meses e pagamento adicional de R$ 120 por inscrito. Inadimplência por dois meses resultará em desligamento para quem paga por boleto.

- Nova tabela por idade: valores variam de R$ 120 (até 24 anos) a R$ 485,26 (60 anos ou mais).

até 24 anos    120,00
25 a 29 anos    156,00
30 a 39 anos    204,96
40 a 49 anos    271,55
50 a 59 anos    362,10
60 anos ou mais  485,26

O governo da Bahia afirma que a aprovação do projeto de lei que reformula o Planserv trará uma série de benefícios diretos aos servidores e ao equilíbrio do sistema. Entre os principais impactos, a gestão destaca a redução imediata do valor pago por cerca de 130 mil servidores, principalmente aqueles com menor remuneração. Segundo o Executivo, as novas regras também devem garantir maior equilíbrio financeiro, ao estabelecer percentuais de contribuição mais estáveis e ampliar a participação patronal.

A proposta é apresentada como parte de um processo de modernização do modelo de assistência, com atualização das faixas etárias e valores para corrigir distorções acumuladas ao longo dos anos. O governo também ressalta que a reestruturação cria previsibilidade para o custeio, permitindo projeções mais seguras de médio prazo e reduzindo o risco de déficit no sistema. Além disso, as mudanças estabelecem regras mais claras para os dependentes, o que reforça o controle de gastos e melhora a organização interna do plano.

Fonte: Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA)

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