O Ministério da Saúde começou, nesta terça-feira (2), a distribuição do primeiro lote da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), enviando 673 mil doses para todos os estados e o Distrito Federal. A imunização será oferecida gratuitamente pelo SUS, com prioridade para gestantes a partir da 28ª semana, que devem receber dose única a cada nova gravidez, sem restrição de idade.
Segundo o ministro Alexandre Padilha, a chegada do imunizante reforça a política de prevenção e o cuidado integral às famílias. O objetivo principal é proteger os bebês, reduzindo casos de bronquiolite e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), especialmente nos primeiros meses de vida — fase em que o risco de hospitalização é maior. Apenas em 2025, até novembro, foram registrados 43,2 mil casos de SRAG causada pelo VSR.
Estudos como o Matisse confirmam a eficácia da proteção vacinal. A aplicação ocorre nas unidades básicas de saúde (UBSs), com estoques administrados por estados e municípios, que podem iniciar imediatamente a imunização. A vacina pode ser administrada junto com as doses de influenza e covid-19.
O governo adquiriu 1,8 milhão de doses, que serão entregues de forma escalonada. O Distrito Federal foi o primeiro a receber o imunizante, seguido pelos demais estados até esta quarta-feira (3). A incorporação da vacina ao SUS só foi possível após acordo entre o Instituto Butantan e o laboratório fabricante, garantindo transferência de tecnologia para produção nacional e ampliando o acesso da população.
A bronquiolite, causada principalmente pelo VSR, é uma infecção respiratória aguda que afeta com gravidade crianças até 2 anos, podendo provocar dificuldade respiratória, febre, chiado e, em casos graves, risco de morte. Como não há medicamento capaz de eliminar o vírus, o tratamento foca no alívio dos sintomas e no suporte respiratório.
Benefícios da vacinação para gestantes e bebês
- Protege o bebê ainda na gestação, com anticorpos transferidos pela mãe.
- Reduz risco de bronquiolite grave e hospitalizações nos primeiros meses de vida.
- Diminui complicações respiratórias e necessidade de internação.
- Contribui para maior segurança para mães e recém-nascidos no período pós-parto.
- Fortalece a estratégia de prevenção infantil em todo o país.
Fontes: Ministério da Saúde / Agência Brasil
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