OMS atualiza diretrizes e passa a recomendar “canetas emagrecedoras” para tratar obesidade crônica

Uso dos medicamentos GLP-1 ganha respaldo internacional e pode ampliar o acesso a tratamentos eficazes para pessoas que não conseguem arcar com terapias tradicionais.

Foto: Internet.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou novas diretrizes para o tratamento da obesidade e incluiu oficialmente os medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 — conhecidos como “canetas emagrecedoras” — como opção terapêutica para adultos com obesidade crônica. A recomendação reforça que o tratamento deve ser contínuo, geralmente por seis meses ou mais, e integrado a alimentação equilibrada, exercícios físicos e ações que estimulem hábitos saudáveis.

A orientação vale para pessoas com IMC a partir de 30, ou acima de 27 quando associado a doenças relacionadas ao peso, exceto gestantes. Segundo a OMS, esses medicamentos — como Ozempic, Wegovy e Mounjaro — imitam o hormônio GLP-1, ajudando no controle da saciedade e da glicemia.

A organização destaca que a obesidade já afeta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo e que mais de 3,7 milhões morreram em 2024 devido a complicações associadas. Sem intervenções eficazes, o número de pessoas obesas pode dobrar até 2030.

A OMS afirma que os GLP-1 não são uma solução isolada, mas representam um avanço importante para reduzir complicações graves, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer. A agência ressalta que, se amplamente adotadas, as diretrizes podem diminuir custos globais com tratamentos e hospitalizações no futuro.

No entanto, o preço elevado dos medicamentos ainda limita o acesso em países pobres. A própria OMS já havia incluído os GLP-1 na lista de medicamentos essenciais e solicitado a produção de versões genéricas para ampliar o acesso, especialmente para populações que não conseguem arcar com terapias de alto custo.

Os novos direcionamentos da OMS ampliam as oportunidades de tratamento para pessoas de baixa renda, permitindo que populações com pouco acesso a terapias tradicionais possam, finalmente, contar com medicamentos eficazes no combate à obesidade e às doenças associadas. Ao favorecer o uso de fármacos GLP-1, as diretrizes podem reduzir complicações graves de saúde, que geralmente resultam em altos custos com consultas, exames e internações.

Com a possibilidade futura de versões genéricas, o tratamento tende a se tornar mais acessível, ampliando a oferta e diminuindo barreiras financeiras. Isso significa maior expectativa e qualidade de vida para quem antes não conseguia arcar com alternativas terapêuticas. Além disso, a diminuição de casos graves ajuda a aliviar a pressão sobre os sistemas públicos de saúde, reduzindo gastos familiares e evitando o agravamento de doenças crônicas.

Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS)

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