Anvisa recolhe “melzinho estimulante” após detectar riscos à saúde

Produto tinha propaganda irregular, ingredientes acima do limite permitido e pode causar efeitos adversos ao consumidor.

Foto: Divulgação.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento do suplemento líquido Power Honey, popularmente chamado de “melzinho estimulante”, fabricado pela empresa Alemed Nutracêutica. A decisão, publicada na sexta-feira (29), também proibiu sua produção, venda, distribuição, divulgação e consumo em todo o país.

De acordo com a Anvisa, o rótulo do produto trazia alegações terapêuticas não comprovadas, induzindo o consumidor a erro ao sugerir efeitos estimulantes sem comprovação científica. O material de divulgação também apresentava o suplemento como “estimulante natural”, declaração que não possui autorização do órgão regulador.

A agência identificou ainda a presença de conservantes — entre eles benzoato de sódio e sorbato de potássio — em níveis acima dos limites permitidos pela legislação, o que representa risco direto à saúde.

O consumo do suplemento pode trazer uma série de riscos, principalmente devido ao excesso de conservantes e à falsa sensação de segurança transmitida pela rotulagem irregular. Pessoas sensíveis a benzoatos e sorbatos podem desenvolver reações alérgicas e irritações, enquanto outros consumidores podem apresentar distúrbios gastrointestinais, como náuseas, dores abdominais e mal-estar.

Há ainda a possibilidade de alterações cardiovasculares, incluindo aumento da pressão arterial e risco cardíaco, especialmente se houver substâncias estimulantes não declaradas na composição. A ingestão de aditivos acima do limite permitido também pode levar à intoxicação, ampliando os danos potenciais.

Outro problema é que o produto pode levar o usuário a acreditar em benefícios terapêuticos inexistentes, o que pode agravar condições de saúde já existentes, já que a pessoa pode deixar de buscar orientação médica adequada diante de sintomas ou doenças que exigem acompanhamento profissional.

A Anvisa reforça que suplementos só podem ser comercializados com rotulagem correta, dentro dos limites seguros de ingredientes e sem promessas terapêuticas não autorizadas.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

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