O Governo da Bahia segue avançando na atualização dos Planos Territoriais de Desenvolvimento Sustentável (PTDS), após realizar oficinas virtuais que reuniram cerca de mil participantes de diversos segmentos sociais em 19 Territórios de Identidade. Até 8 de dezembro, todos os 27 territórios terão participado da primeira etapa, que introduz a metodologia de elaboração dos novos planos.
Os PTDS são instrumentos estratégicos que orientam o desenvolvimento integrado, reduzem desigualdades regionais e fortalecem a gestão territorial. Nas oficinas, representantes de diferentes setores analisam o plano anterior, discutem desafios e potencialidades e consolidam informações que serão processadas pela consultoria técnica contratada.
Segundo a técnica da Seplan, Milena França, o processo fortalece a capacidade dos territórios de definir prioridades junto ao governo estadual com base em evidências consistentes. Para lideranças locais, como Arlete Gualter, do Território Costa do Descobrimento, as oficinas ampliam o diálogo entre municípios, movimentos sociais e instituições, garantindo políticas mais eficientes e sustentáveis. A sociedade civil também destaca o impacto positivo do processo, que contribui para ações inclusivas e alinhadas às realidades locais.
As oficinas integram a primeira fase de um ciclo que seguirá até maio de 2026, quando as versões finais dos PTDS serão entregues. A metodologia prioriza escuta social, equidade e participação de grupos historicamente excluídos, como mulheres, jovens e povos tradicionais. Os novos planos servirão de base para políticas estaduais e municipais, incluindo o PPA, o SEPEGE, o planejamento dos consórcios públicos e os PATs dos CODETERs.
Entre os territórios já contemplados estão Piemonte da Diamantina, Piemonte do Paraguaçu, Sudoeste Baiano, Médio Rio das Contas, Extremo Sul, Vale do Jiquiriçá, Bacia do Rio Corrente, Portal do Sertão, Sertão do São Francisco e Chapada Diamantina.
O projeto trará uma série de benefícios diretos para as pessoas envolvidas, começando pela implementação de políticas públicas mais eficazes e alinhadas às necessidades reais de cada território. A iniciativa também amplia a participação social, garantindo que municípios, movimentos sociais e comunidades tradicionais tenham voz nas decisões. Com ações planejadas de forma estratégica e integrada, a atualização dos planos contribui para reduzir desigualdades regionais. Além disso, o uso de diagnósticos e indicadores atualizados permitirá um melhor direcionamento de investimentos. Por fim, o processo fortalece a governança territorial, facilitando a articulação entre secretarias estaduais, consórcios públicos e demais atores locais.
Fontes: Governo da Bahia / Seplan
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