A esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, já atinge entre 25% e 30% da população mundial e se tornou um dos maiores desafios globais de saúde pública. Um novo estudo publicado no periódico Nutrients revelou que o consumo de peixes ricos em ômega-3 — como sardinha e salmão — está associado a menor acúmulo de gordura no fígado. A pesquisa analisou 1.297 adultos do Mediterrâneo e observou que quem incluía esses pescados com mais frequência apresentava melhores indicadores hepáticos.
Apesar dos benefícios conhecidos do ômega-3 e dos nutrientes presentes em peixes, especialistas destacam que a prevenção vai além da alimentação. O controle do peso, a atividade física regular e a redução de carboidratos refinados e álcool são medidas essenciais, especialmente porque a obesidade é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença, que pode evoluir para inflamação, fibrose e até cirrose.
A ciência também aponta a importância da microbiota intestinal equilibrada para proteger o fígado, reforçando o consumo de grãos, frutas, verduras e alimentos probióticos. Ainda assim, o consumo de peixes segue baixo em muitos países, inclusive no Brasil.
Diante desse cenário, especialistas defendem que governos de todo o mundo adotem providências urgentes para conter o avanço da doença. Entre as ações necessárias estão campanhas nacionais de educação alimentar, incentivo ao consumo de peixes e alimentos saudáveis, políticas de combate à obesidade, ampliação de programas de atividade física, taxação de ultraprocessados e álcool, além de investimentos em prevenção e diagnóstico precoce na rede pública.
Fontes: Periódico Nutrients / Einstein Hospital Israelita
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