Os aeroportos Horácio de Mattos, em Lençóis, e Paulo Afonso, no norte da Bahia, foram repassados à iniciativa privada durante leilão realizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, dentro do programa AmpliAR. O certame ocorreu nesta quinta-feira (27) e os dois terminais foram arrematados pela GRU Airport, operadora responsável pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos.
A concessão tem como meta impulsionar investimentos, ampliar a infraestrutura e modernizar os terminais, fortalecendo a aviação regional. Segundo o governo baiano, a medida deve incrementar o turismo, atrair novos empreendimentos e integrar os municípios à malha aérea nacional.
No leilão, a GRU Airport ofertou propostas para 12 dos 13 aeroportos que receberam lances, vencendo todos sem disputa. O plano de investimentos para as reformas e ampliações foi fixado em R$ 730 milhões. A estimativa inicial era de R$ 1,25 bilhão, mas o valor foi reduzido após alguns terminais ficarem fora da disputa — entre eles, o Aeroporto Municipal Isaac Moura Rocha, em Guanambi.
O aeroporto de Guanambi não recebeu nenhuma oferta, mesmo com previsão de R$ 80,15 milhões em melhorias, incluindo expansão de pista, reforço de pavimentação, ampliação de pátio e reforma do terminal. O local atende voos regulares para Salvador e Belo Horizonte, beneficiando cerca de 500 mil habitantes da microrregião.
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os terminais sem propostas — incluindo Tarauacá, Barcelos, Itacoatiara, Parintins, Itaituba e Guanambi — permanecem disponíveis por 30 dias para eventuais novos interessados. O governo poderá, ainda, designar uma operadora diretamente, caso haja interesse público.
Na Bahia, enquanto Guanambi aguarda definição, Lençóis e Paulo Afonso seguirão para gestão privada, com investimentos estimados em R$ 77,8 milhões e R$ 101,35 milhões, respectivamente. Os contratos terão validade de 30 anos, integrando a estratégia federal de ampliar a conectividade aérea no Nordeste e Amazônia Legal.
Enquanto não aparece candidatos, o terminal de Guanambi segue sob gestão pública, operando normalmente os voos comerciais que atendem a região.
Fontes: Ministério de Portos e Aeroportos / Governo da Bahia
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