O Programa Nacional de Apoio à Permanência, Diversidade e Visibilidade de Estudantes na Área da Saúde (AfirmaSUS) iniciou suas atividades em Salvador com o objetivo de enfrentar desigualdades históricas no Sistema Único de Saúde (SUS). Lançado no mês da consciência negra, o programa busca aproximar serviços de saúde dos territórios vulneráveis, garantindo atendimento mais humanizado e alinhado às diversidades culturais.
A iniciativa selecionou 124 projetos em todo o país, reservando 25% das vagas para Instituições de Ensino Superior públicas da Amazônia Legal, região marcada por grande diversidade sociocultural e desafios específicos de acesso. A proposta fortalece ações integradas que unem ensino, pesquisa, extensão e participação comunitária.
Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, o AfirmaSUS impulsiona uma abordagem interseccional no SUS, respeitando as particularidades de cada território e formando profissionais mais preparados para atuar de maneira crítica e inclusiva.
Na prática, o programa reduz barreiras de acesso ao aproximar os serviços de saúde das comunidades, valoriza saberes locais e fortalece iniciativas culturais e sociais que integram a população ao processo de cuidado. Com isso, promove atendimento mais resolutivo e contribui para melhorar indicadores essenciais, como mortalidade materno-infantil, prevalência de doenças crônicas e cobertura vacinal.
O fortalecimento da formação de estudantes da área da saúde é outro eixo fundamental, garantindo profissionais mais sensíveis às diversidades e às realidades vividas pelas populações vulnerabilizadas.
Ao articular comunidade, universidade e serviços, o AfirmaSUS reafirma o compromisso do Ministério da Saúde com grupos historicamente atingidos por discriminação e violências institucionais, avançando na construção de um SUS mais equitativo, representativo e eficiente.
Fonte: Ministério da Saúde
Comentários