Brasil registra 16 mortes por metanol e Ministério da Saúde alerta para cuidados essenciais contra bebidas adulteradas

Com 97 casos confirmados ou investigados, pasta reforça medidas que a população deve adotar para evitar intoxicações graves e identificar produtos irregulares.

Foto: Agência SP/Divulgação.

O Ministério da Saúde publicou, na quarta-feira (19), um novo comunicado sobre intoxicações por metanol associadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. O país já registra 16 mortes e 97 casos classificados entre confirmados (62) e em investigação (35). Outras 772 suspeitas foram descartadas pelas autoridades.

O estado mais afetado é São Paulo, com 48 casos confirmados, cinco em análise e nove mortes. O Paraná contabiliza três óbitos, Pernambuco três e Mato Grosso um. Outros 10 óbitos ainda estão sendo avaliados, distribuídos entre São Paulo (5), Pernambuco (4) e Minas Gerais (1).

Intoxicações confirmadas também foram registradas no Paraná (6), Pernambuco (5), Mato Grosso (2) e Rio Grande do Sul (1). Novos casos suspeitos seguem sob investigação em Pernambuco (12), Piauí (5), Mato Grosso (6), Paraná (2), Bahia (2), Minas Gerais (1) e Tocantins (1).

O aumento dos casos de intoxicação por metanol no Brasil acendeu um alerta nacional para a necessidade de reforçar os cuidados na compra e consumo de bebidas alcoólicas. Com mortes já registradas em diversos estados e dezenas de casos confirmados, especialistas e autoridades sanitárias destacam que a prevenção é a forma mais eficaz de evitar novas vítimas. Para isso, é fundamental seguir uma série de práticas essenciais que reduzem significativamente o risco de consumir produtos adulterados.

O primeiro passo é adquirir bebidas apenas em locais confiáveis, evitando comércios irregulares, feiras sem fiscalização ou vendedores ambulantes, que são ambientes propícios para a circulação de produtos falsificados. A atenção deve ser redobrada também ao verificar lacres, tampas e rótulos: qualquer sinal de violação, desalinhamento, colagem imperfeita ou ausência de informações obrigatórias pode indicar adulteração.

Outro ponto crítico é o preço. Valores muito abaixo do mercado são um forte indicativo de falsificação e devem gerar suspeita imediata. Além disso, o consumidor precisa conferir o número de lote, registro, CNPJ e dados do fabricante, pois produtos sem identificação clara podem estar irregulares ou não ter passado por inspeção sanitária.

O risco também aumenta em situações onde o consumidor não tem acesso à embalagem original. Por isso, autoridades recomendam evitar bebidas de origem desconhecida em festas, eventos, viagens ou estabelecimentos informais, onde não é possível checar a procedência.

Caso haja dúvida sobre a autenticidade do produto — seja por alterações no sabor, cheiro ou aparência — a orientação é notificar imediatamente órgãos como Vigilância Sanitária, Procon ou Polícia Civil. Essas denúncias são fundamentais para desarticular esquemas criminosos e impedir que novas bebidas adulteradas cheguem ao mercado.

Por fim, é essencial reconhecer os sintomas iniciais de intoxicação por metanol, que incluem náuseas, tontura, visão turva, dor abdominal e dificuldade respiratória. Diante de qualquer desses sinais após o consumo de bebida alcoólica, o atendimento médico deve ser buscado rapidamente, já que o metanol pode causar sequelas graves, como cegueira irreversível, ou levar à morte.

Com atenção redobrada, informação e denúncias, especialistas afirmam que é possível reduzir drasticamente os riscos e combater a circulação de bebidas adulteradas no país.

Fonte: Ministério da Saúde

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